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O Estudo estatístico EDI - Ensaio de psicologia experimental

O ESTUDO EDI

ENSAIO DE PSICOLOGIA EXPERIMENTAL
A INTELIGÊNCIA ELEGANTE

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Investigação quantitativa da inteligência elegante da Teoria Cognitiva Global.
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Índice
  1. Ensaio de psicologia cognitiva

  2. A regressão à média e outros estudos estatísticos

  3. Dados fonte de teste de inteligência (Teste QI)
  4. Modelo Individual com genética mendeliana

  5. Modelos de dados da Inteligência Social
  6. Modelos da simulação: Modelo global
  7. O Super Modelo Globus com Seleção sexual

  8. Cromossomas e genes da inteligência ligados ao sexo

  9. Paradigma cognitivo e educativo

  10. Apêndice
Ensaio de psicologia cognitiva
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Estudo EDI - Livro online grátis do ensaio sobre quocientes de inteligência (Teste QI)de teste de inteligência Wechsler e Stanford-Binet

 
 

2. A regressão à média e outros estudos estatísticos

No título relativo à inteligência, ao comentar a sua estrutura genética assinalam-se os argumentos a favor e contra a natureza hereditária da mesma.

Os referidos argumentos ajudam a entender as razoes da permanência da controvérsia nesta matéria, derivadas tanto da sua complexidade intrínseca como das diferentes premissas iniciais com as que se efetuam os estudos sobre ela.

A seguir citam-se as posturas mais comuns.

2.a) Impossibilidade técnica por falta de uma definição única  

Esta é uma postura um tanto negativa.

2.b) Aleatório e regressão à média  

Francis Galton (1822-1911), primo de Charles Darwin, indicou a necessidade de recorrer a métodos estatísticos para contrastar teorias; assim, na sua obra maior “Natural Inheritance” (1989) introduziu o conceito de “linha de regressão” a partir de um estudo comparando as estaturas de pais e filhos.

Na análise descritiva dos dados, Galton observou que os pais altos tinham filhos altos, mas não tão altos em média e que os pais baixos tinham filhos baixos, mas não tão baixos em média, produzia-se o que ele denominou uma regressão à média.

Talvez os fenômenos em que se produz a famosa regressão à média possam ser explicados com uma maior precisão com uma abordagem tipo análise multifatorial.

2.c) Correlações inferiores a 50%  

Richard J. Herrnstein e Chrales Murray no seu livro “The Bell Curve” mencionam muitíssimas referencias a estudos sobre a inteligência humana e para o desenvolvimento das suas idéias tomam como correlação aproximada os 50%, ficando-se num termo intermédio entre os partidários da influência genética e os da influência meio-ambiental.

Também não há acordo sobre a estabilidade destas capacidades ao longo da vida, ainda que parece que está aceite que a influência meio ambiental é maior em idades precoces, seguindo uma influência decrescente até à maturidade, contrariamente ao que se podia esperar.

2.d) Altas correlações em estudos com gêmeos  

Para tentar resolver as controvérsias foram-se realizando numerosos trabalhos, a maioria dos quais se basearam no estudo de gêmeos idênticos ou monozigóticos.

Gêmeos idênticos têm uma correlação de até 0.87 em relação à inteligência; em irmãos não gêmeos essa correlação oscila em torno a 0,55. Estes dados fazem parte de uma experiência de Jensen, em 1972, cuja conclusão básica era que 80% da variância numa população, em relação a números de quociente intelectual, pode ser explicada por fatores herdados.

Logicamente, se esta conclusão estivesse correta teríamos que assumir que a inteligência é uma capacidade basicamente de caráter hereditário ainda que não pré-determinado pela combinação genética de acordo com as leis de Mendel.

Convém recordar aqui o conceito de hereditariedade em sentido estrito que vem determinado pela relação entre a correlação observada e a esperada para um determinado caráter. Nos casos em que a correlação esperada seja menor à unidade produzir-se-á uma correção da correlação em alta observada para a determinação do grau de hereditariedade.

2.e) Modelos econométricos complexos  

Também se realizaram estudos de grande complexidade estatística para tentar resolver a controvérsia. Dois deles chamaram-me a atenção pelas suas conclusões. Acho que um é eminentemente teórico e outro prático.

O artigo "Heritability Estimates Versus Large Environmental Effects: The IQ Paradox Resolved" de William T. Dickens e de James R. Flynn afirma ter solucionado o problema mediante a introdução de variáveis com desfasamento temporal. A meu ver, não é surpreendente que se utilizamos variáveis já de si correlacionadas e lhe acrescentamos uma certa retroalimentação pode chegar-se a resultados “estatísticos” altos.

Por outro lado, o artigo tenta explicar o efeito Flynn ou ganhos observados nos coeficientes de inteligência ao longo das distintas gerações. Em concreto de 20 pontos entre 1952 e 1982 em alguns países.

Outro estudo, discriminando fatores pré e pós-natais, do Colégio Médico da Universidade de Pittsburgh, chega à conclusão de que o meio ambiente materno pré-natal exerce uma poderosa influência sobre a inteligência.

3. Dados fonte de teste de inteligência (Teste QI)

3.a) Variáveis disponíveis – Young Adulthood Study

O presente estudo estatístico realizou-se com os dados fonte de testes de inteligência contidos no Young Adulthood Study, 1939-1967 (acessível em arquivos eletrônicos desde 1079). Os dados dos testes de inteligência (Testes QI) foram recolhidos por Virginia Crandall e encontram-se disponíveis através do arquivo de Henry A. Murray Research Center of the Radcliffe Institute for Advanced Study, Harvard University, Cambridge Massachusetts (Produtor e distribuidor).

Nesta coleção de dados longitudinais de testes de inteligência encontram-se as variáveis que nos interessam: as relativas aos coeficientes de inteligência dos pais e dos seus correspondentes filhos.

Depois de uma análise preliminar dos dados de testes QI disponíveis, selecionaram-se a única variável de testes de inteligência das mães (M) (Teste de inteligência OTIS), a única dos pais (P) (Teste de inteligência OTIS) e a única dos filhos (H4) com 70 valores comuns, outras duas variáveis de QI dos filhos (H1 e H5) com 69 valores comuns e mais três dos filhos com menos valores comuns (H2, H3 e H6 com 58, 42 e 64 valores respectivamente). Só as utilizarei para criar uma variável com a média das seis variáveis mencionadas dos filhos.

  YOUNG ADULTHOOD STUDY (Dados fonte de testes QI)

Variáveis

Nome

Referência

Período e teste de inteligência

Mães

M

186

d12c66

T3 mães QI data (Teste de inteligência OTIS)

Pais

P

187

d12c70

T3 pais QI data (Teste de inteligência OTIS)

Filhos

C1/T1

201

d13cl62

T1 Stanford-Binet QI score at ages 3, 6, 10-old/10

C2

217

d14cl62

T2 Stanford-Binet QI score at ages 3, 6, 10-old/10

C3

233

d15cl62

T3 Stanford-Binet QI score at ages 3, 6, 10-old/10

C4/T4

185

d12c62

T4 QI data at age 12

C5/WB

273

d18c30

T4 Wechsler-Bellevue QI@ 13 yrs, perf

C6

318

d20c62

Primary Mental Abilities-ttl(17-18 yrs.)

C7

279

d18c54

T4 Wechsler-Bellevue QI, recent perf

 

X3

 

 

= (C1+C4+C5) / 3

 

X6

 

 

= (C1+C2+C3+ C4+C5+C6) / 6

 

T1-d

 

 

= C1 suavizado, 10% of X6

Los datos de la muestra corresponden a familias de clase media y de raza blanca, siendo la media de su CI 110, ligeramente superior a la media. Asimismo, los datos de test de inteligencia se refieren para cada familia al padre, la madre y a un hijo.

Limitaciones datos de la muestra de test de inteligencia  

  • Tamaño de la muestra

    Ésta es una limitación que podría ser muy seria pues, aunque la muestra en principio es de 70 valores (Teste Otis de pais, mães e filhos), en el análisis por grupos se reduce a sólo 7 grupos con 10 valores cada uno.

    Sin embargo, la agrupación citada se hace para 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 y 10 valores. Además se hacen diferentes agrupaciones dependiendo del orden de los 70 valores.

    De esta forma, como veremos en los análisis siguientes, se multiplica por más de 100 el número de variables estudiadas. En el apartado resultados sorprendentes del Modelo Social se explica en detalle el tratamiento de la información.

    Todo ello hará que el modelo utilizado se vuelva muy sensible a pequeñas modificaciones de los datos por el efecto de las diferentes agrupaciones.

    Las diferentes variables suponen perspectivas diferentes de los mismos datos de test de inteligencia, dicho de otro modo, proporcionarán estimaciones de las correlaciones existentes en distintas dimensiones simultáneamente.

    A mi juicio, esta sensibilidad del Modelo Social es el punto más fuerte del mismo, pues los buenos ajustes obtenidos son muy significativos respecto a la bondad de la estructura de dicho modelo; sobre todo porque se han obtenido con las variables originales sin ninguna modificación.

    La potencia del análisis efectuado ha permitido conseguir los diversos objetivos marcados.

  • Calidad de los datos estadísticos

    En cuanto a tipos de test o métodos de evaluación empleados, como se puede observar en el cuadro de variables seleccionadas, hay que remarcar que no han sido los mismos.

    Asimismo, hay que señalar la existencia de valores considerados extremos al no encontrarse dentro de un rango razonable. Para los padres y las madres, sólo se dispone de un dato para cada uno, mientras que para los hijos existen diversas mediciones que, como veremos, no se encuentran muy correlacionadas entre ellas.

    Con todo, es de suponer que estas limitaciones refuerzan los resultados obtenidos puesto que con datos más precisos sería de esperar una mejora de las correlaciones entre las variables.

    De igual manera, el ser una muestra relativamente homogénea también debe operar en sentido contrario al objetivo del estudio pues será más difícil discriminar entre los valores de la misma.

  • Supuestos acerca de la estabilidad temporal de la capacidad intelectual.

    Las diferentes variables de los hijos se han obtenido para distintas edades. Sin que en este punto se haya llegado a una conclusión clara, se puede afirmar que en la simulación del modelo no es incompatible la estabilidad temporal de los CI con los diferentes valores observados.

 


Ensaio de psicologia experimental   Wechsler e Stanford Binet escalas

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Mª José T. Molina
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