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Porque não se aceitou cientificamente a existência de planetas até que não se detectaramo que parece que são planetas e se aceitou que a velocidade da luz é constante em todo o universo quando também não se pôde comprovar?
Desde logo, a probabilidade de que existissem planetas fora do sistema solar pode decidir-se que era a unidade para as probabilidades que maneja o cérebro humano normalmente.
Para mim, as razões lógicas para a sua existência são muito mais potentes do que os novos descobrimentos que indicam a sua existência.
Imagino que com o conceito de ciência moderno não se podia aceitar como certo porque não era necessário nem urgente; mas na prática, a maioria dos humanos pensava que não existiam ou tinham dúvidas muito maiores do que as razoáveis, o que é bastante diferente de não ter a certeza completa. Por outro lado, pode-se sempre negar a possibilidade da certeza por influência da filosofia.
Com o conceito de ciência atual e a existência de vida orgânica acontece o mesmo, do ponto de vista lógico, não pode existir nenhuma dúvida razoável da sua existência fora do nosso planeta ou do sistema solar. Isto é assim pelo jogo de probabilidades puramente matemáticas.
Outros conceitos mais modernos de vida ou mais clássicos, dependendo de como se veja, têm outro problema mais imediato, nem sequer se reconhece ou se pode reconhecer de forma científica a sua existência na Terra. Claro que outra coisa é negá-lo, como mais de um cientista pretende, porque com a negação acontece o mesmo que com a afirmação: São necessárias provas!
Se nos perguntarmos pelo conceito de ciência ou simplesmente o que é a ciência, teremos que recorrer a uma disciplina externa, a filosofia da ciência.
Filosofia da ciência entendida como um nível de raciocínio lógico que nos conduz ao conceito de ciência e não como uma disciplina acadêmica que utiliza muitas palavras em latim ou em grego. Filosofia da ciência como a auto-limitação que se impõe à criança filósofa para descobrir as maravilhas do novo mundo que têm um profundo sentido comum.
Ainda que a corrente que impera na atualidade da filosofia da ciência aceita com orgulho a falta de sentido comum de muitas das proposições científicas e a existência de coisas ou conceitos impossíveis, eu estou convencido de que, para um avanço sustentado da ciência, há que resistir às tentações de explicações fáceis da realidade e rejeitar radicalmente no âmbito da filosofia da ciência e do conceito de ciência certos elementos de bruxaria ou magia negra como:
- Conjuntos vazios com conteúdo
- Energias negativas
- Coisas que estão em dois sítios ao mesmo tempo
- Tautologias apresentadas como teorias científicas
- Efeitos anteriores às suas causas ou coisas que saem antes de entrar
- Instrumentos que mudam a sua medida sem que os seus mecanismos de medição se vejam afetados
- Forças à distância ou pura telepatia
- Dimensões e imaginações que não se podem provar ou refutar
- Efeitos sobre o mundo físico de puras abstrações matemáticas
- Jogos da linguagem e requisitos científicos sobre a sua forma de expressão em física
A percepção, a intuição e a lógica são as três armas utilizadas pelo homem para aumentar o seu domínio sobre a natureza. Como veremos o denominado método científico da filosofia da ciência tem três variantes principais baseadas nestes três instrumentos.
Neste sentido, a percepção e a lógica são os conceitos extremos enquanto que a intuição se situaria no meio; permitindo esta última a formulação de teorias que superem em alguns casos as desenvolvidas através da lógica e da percepção ou da combinação de ambas. Em alguma medida toda a teoria é uma combinação das três.
Por outro lado, inclusivamente do ponto de vista da filosofia da ciência não podemos negar que por vezes foi a loucura a que fez avançar a ciência ao ter-se proposto temas que pareciam impossíveis anteriormente. Noutras ocasiões o que fez avançar a ciência foi o amor, talvez se referisse a isso Newton ao contar-nos o maravilhoso conto da maçã.
Enfim, fiquemos com a idéia de que o meu próprio conceito de ciência e um pouco de tudo me levou a formular a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida para ajudar à evolução da ciência em matéria de genética e biologia.
Dada a importância da correta interpretação do método científico e o objetivo de neutralidade pessoal ao avaliar a teoria da evolução que se apresenta, incluiu-se um apartado especial relativo aos limites do conhecimento derivados dos elementos contextuais de psicologia pessoal, social y de sociologia da ciência que podem afetar a aceitação de uma teoria evolutiva ou outra.
O impulso deve ter sido tão forte que um desenvolvimento natural da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vidafoi dos quatro livros digitais em linha em que se dividiu a exposição da Teoria Cognitiva Global: o cérebro e os computadores, a inteligência e a criatividade, a memória e, por último, a vontade, os processos de tomada de decisões e a inteligência artificial.
Para demonstrar tanta teoria sobre a inteligência elegante, com maior acerto do esperado, desenvolvi o Estudo IDI sobre a análise estatística do inteligente desenho da inteligência com base nos dados longitudinais de quocientes de inteligência de famílias (pai, mãe, filhos, irmãos normais e gêmeos) existentes graças ao Young Adulthood Study, 1939-1967.
Como estava satisfeito, e tinha descoberto a Equação do Amor, decidi tentar compreender a Teoria da Relatividade, sem abandonar o meu conceito de filosofia da ciência e, em conseqüência, elaborei a Teoria da Equivalência Global para substituí-la antes que aconteça algum acidente estelar.
Finalmente, como havia argumentações da filosofia da ciência e reflexões sobre o conceito de ciência em todos os livros para tentar compreender porque tinha falhado tanto a evolução da ciência e o método cientifico, com a aceitação de paradigmas científicos e teorias tão pobres do ponto de vista do sentido comum, decidi reuni-las no presente livro dedicado ao citado método científico global.
Há que citar a existência de uma simpática coleção de contos chineses sobre a autora e um conto de terror, que é melhor ignorá-lo na medida do possível, sobre os engenhosos da Inquisição. Quem avisa não é traidor!
Ao mesmo tempo, parece-me importante a defesa do método científico e do conceito de ciência atual porque é uma das grandes conquistas da humanidade e da vida em geral. Contudo, acho que seria conveniente que se desprendesse de algumas lápides decimonónicas e de obstáculos vigesímicas; entre as que se podem destacar os seus complexos ateus e o ser véu utilitarista respectivamente.
Por motivos sociológicos, acho que a filosofia da ciência se desvirtuou no século XX devido à quase constante negação de inegáveis avanços do conhecimento científico lógico por um aperfeiçoamento idealista inalcançável enquanto se abraça o ilógico sempre que represente interesses particulares ou de grupo. Talvez se deva ao próprio desenvolvimento da filosofia da ciência que se encontre na etapa da intrépida adolescência.
Outra forma de dizer o mesmo é que a comunidade científica trata de esconder as suas próprias limitações na complexidade e a suposta falta de lógica da natureza.
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