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MOLWICKPEDIA
Museu de ciência do futuro na Internet. A vida, ciência e filosofia ao alcance das suas mãos. Livros em linha grátis da física, biologia e psicologia da educação. TEORIA GERAL DA EVOLUÇÃO
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VI. TEORIA CIENTÍFICA E EINVESTIGAÇÃOVI.1. CARACTERÍSTICAS DA TGECVAtendendo à natureza da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida, podem apontar-se as seguintes características:
VI.2. Dificuldade da investigação empíricaA validação empírica de uma teoria é uma componente fundamental de todas as teorias que aspirem a ser científicas; sem ela, não deixa d ser uma teoria, enquanto não de demonstra a sua falsidade, mas fica dentro do mundo da filosofia. Em princípio, esta teoria apresenta numerosas dificuldades na hora da sua demonstração. Por um lado, a sua vertente filosófica, logicamente, não se pode demonstrar. Por outro, as suas implicações científicas encontram-se nos limites de percepção com a tecnologia atual, como é normal em quase todas as novas teorias. Convém assinalar que certas inovações de caráter científico podem ter conseqüências filosóficas, ou seja, aspectos considerados filosóficos numa época podem passar a ser científicos noutra posterior ou vice-versa, como o caso do deus Ra. Além disso, implicar uma mudança radical da teoria geralmente aceite no presente supõe uma barreira importante. Não obstante, os avanços recentes em biologia e genética estão proporcionando novos conhecimentos dos passos evolutivos que dificilmente encaixam com a teoria da Seleção Natural ou com as suas atualizações. Notícias recentes e certas teorias ou correntes apóiam, a meu ver, a visão global da nova teoria. Já citei algumas delas; recordemos, a título de exemplo, que a base biológica da capacidade de linguagem se vem propugnando com clareza desde há décadas e agora se tão descobrindo seqüências particulares de ADN que a afetam. Outro aspecto, que eleva significativamente o grau de dificuldade para ser aceite pela sociedade, é o das conseqüências sobre o mundo da filosofia, a psicologia e, em parte, inclusivamente da religião que se derivariam da TGECV em caso da sua aceitação. Portanto, um meio de aceitação pessoal da teoria seria a sua comprovação intuitiva perante as explicações e exemplos mostrados; mas não será fácil, perante os numerosos elementos contextuais que concorrem para as considerações da mesma. Apesar do anteriormente dito, de um ponto de vista estritamente científico, é possível realizar diversas tentativas de verificação mediante a investigação empírica de aspectos parciais, que resultaram ser positivos, e de certo modo implicam a validação indireta do conteúdo científico da TGECV ou, pelo menos, da lógica de argumentação das suas proposições. Vejamos em seguida as soluções dentro do método científico que se propõem considerando a hipótese mais razoável e os diversos modelos de verificação parcial da teoria científica.a) Hipótese mais razoávelQuando duas teorias se apresentam para explicar o mesmo fenômeno e nenhuma delas pode ser provada de forma indiscutível, um argumento importante pode ser o de que a “hipótese mais razoável” para decidir por uma ou outra. Se as duas teorias fossem igualmente razoáveis, então interviria a navalha de Occam, mas não antes. Neste sentido, penso que a racionalidade da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida é muito superior à da Seleção Natural, porque a primeira explica mais elementos da realidade e conforma um conjunto mais harmônico da evolução. Outro ponto a favor da TGECV é a incorporação dos denominados sistemas de impulso vital, que se podem observar e medir mais facilmente que a evolução genética. Na medida em que a metodologia proposta para a investigação empírica destes sistemas proporcione algum resultado positivo poderíamos começar a inclinar a balança definitivamente a favor da nova teoria científica. Independentemente destes argumentos, acho que os meios de verificação empírica propostos ou outros que se possam conceber, deram e continuarão a dar resultados surpreendentemente positivos.b) Verificação parcialDeterminadas doenças de raiz hereditária explicam-se perfeitamente à luz da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida, por exemplo as típicas do sexo masculino, porque ao ter um só gene X, se este não possui alguma função concreta, não poderá ser substituída pelo segundo gene X. normalmente tratar-se-á da carência de funções recentes do ponto de vista evolutivo, ou de funções muito antigas e que não evoluíram, gerando problemas de coerência ou compatibilidade interna. Este fato é conhecido, explicando-se de igual forma, mas sem a lógica da dinâmica evolutiva interna.
Em seguida relacionam-se um fato real e importante que enquadra perfeitamente nas considerações da teoria, e várias propostas de modelos matemático-estatísticos para a sua investigação empírica. Como veremos, para um deles formalizaram-se em detalhe as relações entre as variáveis explicativas e as variáveis dependentes:
Nos humanos e seguramente em todos os animais superiores, os filhos de um irmão com a sua irmã são viáveis mas com graves problemas, seguramente causados pela falta de verificação das variações genéticas com uma fonte realmente externa. Este fato também nos daria uma idéia da grande quantidade de variações que se produzem numa só geração contra aquilo em que se acredita normalmente. Se a grande quantidade de mudanças que se produzem fosse totalmente aleatória, e tendo em conta a complexidade e sensibilidade do sistema, os novos seres raramente seriam viáveis. Pode afirmar-se que este fato encaixa perfeitamente na Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida, enquanto que as outras teorias não o explicam de forma nenhuma.
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Mª José T. Molina
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