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Museu de ciência do futuro na Internet. A vida, ciência e filosofia ao alcance das suas mãos. Livros em linha grátis da física, biologia e psicologia da educação. TEORIA GERAL DA EVOLUÇÃO
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III.6. Crítica do Neodarwinismo ou Teoria NeodarwinistaO Neodarwinismo é a teoria ou corrente científica que engloba as teorias da evolução que de alguma maneira mantêm a essência da Teoria Darwinista, ou seja, variações aleatórias dos indivíduos e da seleção natural. O Neodarwinismo baseia-se no desenvolvimento da ciência, como as leis de Mendel e a genética, e limita-se a constatar que as variações dos seres vivos se produzem no seu estado germinal quando o verdadeiro problema é quando e por que se produzem as variações na informação genética e as suas condições associadas para conseguir o seu desenvolvimento efetivo, inclusivamente depois de várias gerações. A atual biologia molecular está descobrindo a forma como a natureza leva a cabo a verificação genética e outros controles (sem conhecer a priori as razoes que os justificam) mediante o estudo do ADN, em particular, um artigo científico referia-se aos pedaços de ADN denominados Histones. De todas as formas, não é necessário recorrer a conhecimentos tão profundos de biologia molecular sobre o ADN visto que é conhecido que algumas proteínas, chamadas fatores de transcrição, ativam ou inibem a expressão de determinados genes. Nos finais do séculos XIX a Teoria Neodarwinista era uma coisa, em mediados do século passado outra, devido à consolidação da Síntese Evolutiva Moderna e, em finais do mesmo, voltou a mudar pelo aparecimento da Teoria do Equilíbrio Pontuado ou Pontualismo. Como se pode observar, o Neodarwinismo mantém-se graças a que se adapta a quase tudo, seguindo o seu próprio princípio de adaptação tautológica. Quando não se pode adaptar recorre aos paradoxos biológicos, ainda que se lhes chame casos isolados para evitar que se pareçam a certas teorias físicas modernas. O Neodarwinismo ou Teoria Neodarwinista continua a ser a doutrina imperante apesar de que se considere passado de moda, agora se aceita diretamente que Darwin tinha razão ainda que o raciocínio seja o da última atualização do Neodarwinismo, seja a da Síntese Evolutiva Moderna (Teoria Sintética da Evolução) ou a que se esteja a discutir em cada momento histórico.III.7. Crítica da Teoria Sintética da evoluçãoÉ certamente difícil para um não-biólogo distinguir entre a corrente do darwinismo e a Teoria Sintética da evolução, esta é uma continuação da anterior, da mesma forma que neodarwinismo ou teoria neodarwinista era uma continuação da Teoria de Darwin como o seu próprio nome indica. Com o avanço da ciência não se pode ignorar certos conhecimento, é necessário mudar para manter-se. De fato, o pr óprio nome de Síntese Evolutiva Moderna indica-nos que é um aglomerado de idéias segundo se foram desenvolvendo pelo avanço da ciência. Não obstante, ao mesmo tempo indica-nos que não se tem um conjunto compacto de conhecimentos científicos sobre a evolução que permita assegurar as suas características básicas. Ao contrário do que se diz, a Síntese Evolutiva ou a original Teoria da evolução de Darwin são tudo menos teorias cientificamente provadas Ambas assumem a aleatoriedade das modificações na informação genética, o mecanismo continua a ser, pois, a seleção natural; se bem que se ampliou a sua esfera de aplicação à micro-evolução.
De fato, todas as críticas realizadas à Teoria de Darwin são igualmente aplicáveis tanto ao Neodarwinismo como à Síntese Evolutiva Moderna ou Teoria Sintética da evolução, mais ainda, algumas delas realizaram-se tendo em conta os novos conhecimentos científicos. O curioso do tema é que hoje em dia é conhecido de sobra que as modificações se produzem com muito maior freqüência numas partes do que noutras, e não por razoes de índole químico se não lógico ou de estrutura funcional do genoma. Apesar disso, a doutrina científica ortodoxa nem sequer aceita a possibilidade de que as mutações não sejam mutações aleatórias. Adeus axioma! Correndo o risco de me repetir, gostaria de saber que distribuição estatística seguem as famosas mutações aleatórias; se tão provado está, deveria saber-se. Talvez quando se diz mutações aleatórias se queira dizer que se desconhece a sua origem ou razão na maioria dos casos. Em último lugar, assinalar que uma teoria tautológica não tem o caráter de teoria científica e que não vale estar mudando constantemente as coisas já provadas, porque parece que se joga com o método científico e o sentido comum. A ciência moderna deveria ser algo mais humilde e reconhecer que a Síntese Evolutiva nem o caráter aleatório das modificações genéticas e outros elementos da referida teoria evolucionista não estão demonstrados cientificamente, o que não impede que continue a ser a teoria geralmente aceite no presente.
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Mª José T. Molina
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