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MOLWICKPEDIA
Museu de ciência do futuro na Internet. A vida, ciência e filosofia ao alcance das suas mãos. Livros em linha grátis da física, biologia e psicologia da educação. TEORIA GERAL DA EVOLUÇÃO
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II.2. Filosofia da vidaAs teorias sobre a origem da vida não se encontram nos limites do conhecimento, mas sim nos limites da filosofia. O significado e conceito da vida é o desafio mais difícil e direto que se pode colocar a qualquer corrente filosófica. Quando pensei na explicação da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida com maior detalhe pensei, ao princípio, em não entrar em temas filosóficos, porque não era o objetivo principal. Contudo, mudei de opinião, pelo menos em parte, porque poderia ficar um pouco no ar a concepção global da teoria evolutiva e porque, no fundo, é um prazer e é difícil resistir quando o guião o requer. E a filosofia da vida e as teorias da origem da vida são um tema apaixonante. No tema da filosofia da vida, cabem, pelo menos, duas aproximações complementares de caráter filosófico: a lógica e a metafísica ou mística. A primeira é a utilização da lógica a partir da definição de vida do dicionário e a análise do seu conteúdo e a sua relação com o ser humano e os seres vivos; tratando de procurar a origem da vida ou o que se poderia chamar a essência da vida ou Vida com maiúsculas. É interessante recordar que as teorias sobre a origem da vida e a própria definição de vida, do ponto de vista da ciência, foram mudando com o desenvolvimento da mesma e, portanto, convém distanciar-se um pouco do momento científico concreto para chegar a um conceito mais permanente no tempo. Depois, uma aproximação direta, desde o interior de sis mesmo, onde as palavras não contam, onde o pensamento é tão rápido que o percebemos só como sentimentos, aqueles sentimentos puros que não necessitam da lógica porque são coerentes em si mesmos.II.2.a) Aproximação lógica e conceito amplo da vidaO Dicionário Geral da Língua Portuguesa proporciona-nos numerosas acepções da palavra vida, em justa correspondência com os múltiplos usos da mesma. Seria excessivo comentá-las todas, pelo que nos ficaremos pelas mais relevantes:
Dado que a palavra ser aparece nas duas definições, em seguida apontam-se as duas principias acepções da mesma:
A primeira definição de vida, como o próprio dicionário indica, é de caráter filosófico e parece-nos praticamente perfeita. Deste ponto de vista, como não se pode saber a ciência certa que seres têm essa força interna e que seres não têm, limita-se a assinalar “... o ser que a possui”. Se se examina este ponto com atenção, num primeiro momento parece que “evolução por adaptação ao meio ambiente” e “evolução condicionada” -pelo meio ambiente- são equivalentes. Apesar da aparência, a diferença é importante, ainda que tenham elementos em comum, a primeira incide na adaptação para sobreviver, e essa é a causa da evolução; pelo contrário, a segunda incide em viver e melhorar para ser independente de ou reduzir e superar as restrições que impõe o meio ambiente. Além disso, a segunda refere-se também a outro tipo de condicionamentos lógicos.
Esta última consideração da vida como energia corresponde ao conceito amplo da vida. Consequentemente, é uma consideração de tipo filosófico porque não pode fornecer provas, em certa medida, partilhe a consideração religiosa, mas o seu suporte fundamental è científico porque, do ponto de vista estritamente lógico, parece-me o mais provável. II.2.b) Metafísica e filosofia do amorA segunda aproximação ao conceito de vida e às teorias sobre a origem da vida é dada pela filosofia e pelas reflexões de carácter pessoal. Quando nos perguntamos O que somos? Damo-nos conta de que não temos palavras adequadas porque as palavras como alma, espírito, etc. têm conotações externas de diversa índole, entram no campo da metafísica e da filosofia do amor. De fato, ao seria uma pergunta interior se fossem outros a responder. Então vamos aprendendo pouco a pouco no que pensa e no que escreve até que, por fim, de forma natural, surgem palavras, palavras que são só palavras mas sim poesia. Significando unicamente o que alguém sente nesse momento! Assim, começamos a devagar, a sentir a proximidade dos que viajam conosco no espaço e no tempo.. e tenta imaginar a Vida sem essas memórias, e dá-se conta que não teria sentido; a Vida sem inteligência e comprova que não teria sentido. A vida sem Amor ou sem esperança de Amor, e volta a sentir a falta de lógica. Todas elas, pois, parecem condições internas, necessárias e suficientes para a Vida e, portanto, qualquer teoria sobre a origem da vida deveria ter em conta que esses elementos ou características estarão presentes desde o início. Por outro lado, a origem de todas as características citadas escapam à explicação científica e recordam-nos isso a que se chama metafísica e filosofia, especialmente a filosofia do amor. Incluiu a memória porque a memória sem um sistema interno que permita recuperar a informação não é memória mas sim arquivo. A inteligência porque é precisamente esse sistema interno que opera, entre outros, com conceitos arquivados na memória interior. E o Amor porque... ... características necessárias e suficientes como a existência do espaço, do tempo... Em qualquer caso, cada uma delas implica as outras, mas sempre me volta a aparecer outra, refiro-me à liberdade interna, à Liberdade. É um tema típico de metafísica, mas isso não significa que não se possa argumentar e aproximar-nos dos conceitos. Para poder exercitar a Liberdade é necessário dispor de opções, estas opções têm de estar retidas na memória e deve dispor-se de um sistema de decisão, finalmente, decidir sem Amor... A Liberdade e o Amor estão a um nível poético superior ao da memória e da inteligência, o Amor, sendo o principal, soa demasiado poético para uma caracterização da vida. Por isso prefiro resumir o conceito como: “A característica essencial da Vida é a Liberdade.” Não obstante, da perspectiva da metafísica e da filosofia do amor, ou melhor, de um ponto de vista poético poderia dizer: “O primeiro conceito incluído na informação genética é o Amor”. E porque não? Fazendo um pouco de poesia científica ou de metafísica pura dizer que “estivemos a falar da existência científica da Alma”.
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Mª José T. Molina
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